Uma comissão do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) foi recebida na última terça-feira (19/4) pela nova chefe de polícia, delegada Marta Rocha. O SINPOL pediu sua intervenção quanto à redução das parcelas do reajuste de 48 para 12 vezes. As parcelas começaram a ser pagas em janeiro desse ano e só vão terminar em 2014.
Em novembro, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, assegurou ao SINPOL que o governador iria reduzir o parcelamento para 24 vezes, igual ao concedido aos delegados. Numa recente reunião no Teatro João Caetano sobre as metas de diminuição da criminalidade, o governador Cabral disse que iria estudar o pagamento do reajuste de 70% em menos tempo.
Outra questão abordada foi à quebra da hierarquia salarial – o investigador de 1ª classe está recebendo mais que o inspetor e oficial de cartório de 5ª e 6ª classe. A Lei 3.586 coloca o investigador imediatamente subordinado ao inspetor e não deve ganhar mais que seu superior. O Sindicato pede a modificação da lei para que mais de 50% do efetivo da polícia não continue sendo prejudicado.
A nomeação e posse dos aprovados excedentes aos cargos de investigador e oficial de cartório policial, do concurso de 2005, é outra reivindicação apresentada à delegada Marta Rocha. Segundo Fernando Bandeira, presidente do Sindicato, há vagas e necessidade de ampliar o efetivo da Polícia Civil, cada vez mais reduzido.
Em consequência da Policlínica da Polícia no Estácio anunciada na gestão de Alan Turnowski não ter saído do papel, o SINPOL reivindica um plano de saúde pago pelo estado a todos os policiais civis e seus dependentes, ativos e aposentados, já que o hospital da corporação na Praça Mauá está com os dias contados: será cedido à prefeitura, através de convênio, para ampliação das obras do futuro Museu de Arte do Rio (MAR) que integra o projeto de revitalização do Cais do Porto – Porto Maravilha.
Na audiência com Marta Rocha, o SINPOL solicitou por em prática a resolução que trata das atribuições do comissário de polícia em bairros ou municípios do interior onde não haja delegacias. Também foi pedida a modificação da resolução da Secretaria de Segurança Pública nº 317 de 2000, objetivando o restabelecimento da hierarquia na Polícia Civil.
O Sindicato ainda levou à chefe de polícia, Marta Rocha, a reivindicação dos policiais lotados no Instituto Médico Legal (IML) para que possam receber a gratificação de R$ 800 de delegacia legal, tendo em vista que técnicos e médicos legistas contribuem para a elucidação de crimes, podendo concorrer à premiação de metas e resultados (SIM) da secretaria de Segurança Pública.
Outro item tratado foi à criação de uma comissão na Polícia Civil para elaborar um novo plano de cargos e salários a fim de se adequar os vencimentos defasados aos dias de hoje, inclusive com o recebimento de adicional noturno.
Os sindicalistas solicitaram ainda que seja retirada da carteira do policial inativo a palavra “aposentado”, a exemplo do que consta na carteira do delegado, que utiliza um código especificando sua condição de trabalho: ativo ou inativo.
O SINPOL também pediu a interferência da delegada Marta Rocha em relação à sede do SINPOL na rua da Relação nº 3 onde foram investidos mais de R$ 300 mil em obras num imóvel que pertence a Rio Trilhos. Mesmo o governo tendo autorizado o comodato com o Sindicato, esse imóvel foi entregue a uma ONG que utiliza a marca Cordão da Bola Preta, sob a fachada de um Centro Cultural.
A chefe de polícia disse que vai avaliar cada item com muito cuidado, e que em breve, chamará o SINPOL para dar resposta a pauta apresentada.
A delegada Marta Rocha estava acompanhada pelo chefe de gabinete, Luís Zettermann e pelo assessor técnico administrativo, Danton Moreira. Pelo SINPOL estavam presentes: Fernando Bandeira, e os diretores Elias Gabbay, Hélio Celestino, Flávio Amaral, José Boaventura e Fátima José Maria, do Departamento de Assuntos da Mulher Policial.
Fonte: Sinpol.org.br

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