Nova chefe de polícia do Rio diz que seu desafio é lutar pelos bons policiais Marta Rocha substituiu Allan Turnowski, que deixou o cargo nesta manhã.
Ex-braço direito dele foi preso na Operação Guilhotina na sexta-feira.
Ex-braço direito dele foi preso na Operação Guilhotina na sexta-feira.
A nova chefe de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Marta Rocha, disse nesta terça-feira (15) que o grande desafio que assume é lutar pelos bons policiais da instituição. Na primeira entrevista coletiva após o anúncio do seu nome para o cargo, a delegada afirmou que é importante que a polícia tenha uma corregedoria forte."Acho que a gente tem que ter uma polícia bem treinada, qualificada. Acho que temos que ter sim, uma corregedoria forte. O bom policial não teme a corregedoria forte. Ele deseja uma corregedoria forte", disse.
E acrescentou: "Vejo o desafio pelos bons policiais que existem. Os bons policiais exigem de seu chefe de polícia dedicação, competência, coragem, abnegação. Então, eu vejo o desafio por esses bons policiais. Por cada homem e mulher que a cada dia no seu plantão demonstra competência e coragem. A gente quer fortalecer a ponta, levar uma eficiência no atendimento. Então eu prefiro ver o desafio por aquele que quando a instituição é atingida também se sente atingido.”
Sobre sua equipe, Marta Rocha afirmou que já pensou em alguns nomes e que amanhã (quarta-feira) ela e o secretário de Segurança Pública do estado, José Mariano Beltrame, devem começar a definir os quadros. “Nunca me vi como chefe de polícia, por isso, não tenho os nomes de uma equipe dentro da bolsa,” disse. Ao apresentar a nova chefe de polícia aos jornalistas, Beltrame fez também elogios ao seu antecessor, Allan Turnowski, que deixou o cargo no início da tarde. “A delegada tem uma história de 29 anos de polícia. Será muito difícil por estar substituindo um grande policial, um homem que deixou a sua marca. Isso só aumenta a sua responsabilidade. Mas ela é uma pessoa que está plenamente afinada com os propósitos e os horizontes que nós temos de segurança pública desde que aqui iniciamos em 1º de janeiro de 2007. Fiz várias consultas e pesquisas e o nome da senhora foi praticamente uma unanimidade," disse, se dirigindo à nova colaboradora.
Fonte: g1.com.br
O perfil de Martha Rocha
Até ser convidada para a Chefia de Polícia, Martha Rocha comandava a Divisão de Polícias de Atendimento à Mulher (DPAM). Ela entrou para a instituição como escrivã na década de 80 e, em 1990, fez concurso e se tornou delegada.
Em 92, participou da implantação da Delegacia de Apoio ao Turismo (Deat) e, no ano seguinte, chegou ao comando do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE). Em 1999, foi subchefe de Polícia Civil. Em 2000, como titular da 15ª DP (Gávea), Martha foi responsável pelo inquérito que apurou o caso do ônibus 174, que resultou na morte de uma refém e do sequestrador. Na conclusão da investigação, a delegada indiciou o então comandante do Bope, José Penteado, por homicídio culposo.
Martha também ocupuou a Corregedoria da Polícia Civil. Dentro da instituição, a delegada é conhecida como uma ‘caçadora’ de contraventores. A fama começou depois de um episódio em 1994. Na época, seu chefe de gabinete, o delegado Inaldo Santana, foi preso ao tentar intermediar pagamento de propina de bicheiros ao então corregedor.
Fonte: http://odia.terra.com.br/
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